Diambe (Rio de Janeiro, Brasil, 1993) é artista, pessoa negra e não binária que vive em São Paulo. Seu corpo de trabalho é marcado pelo uso de matérias vivas, sendo recorrente o recurso de tecidos, raízes alimentares amefricanas, gravuras e coreografias que relacionam arquiteturas com movimentos espontâneos em elaborações plurais. Sua prática expande as noções de coreografia e escultura, desdobrando em instalações que também incorporam pinturas, filmes, têxteis e performances.
Diambe explora possibilidades fabulativas de novos seres, elevando aspectos estéticos e ornamentais da natureza. Trata da materialidade ao lidar com o bronze e com formas reconhecíveis de povos diaspóricos, agora em novos arranjos, mimetizando outros seres ou criando novos integrantes de seu ambiente fabulado. Com esse processo criativo, são apresentadas criaturas que habitam uma natureza poderosa e autônoma, cujo poder sobrepuja o do ser humano e escapa de uma ilusória situação de dominação.
Dentre suas exposições individuais, destacam-se: "Bees beings beans" (2026), Kunsthalle Basel; “honey, honey, honey” (2024), Kaufmann Repetto, Nova York; “Sensação Térmica” (2024), Simões de Assis, São Paulo; “Movement (ir e vir)” (2023), AZB (Pro Helvetia Stipend), Zurique; “FEBRE” (2024), Bela Maré, Rio de Janeiro. Dentre as exposições coletivas que participou, destacam-se: A Door Left Ajar (2025), Kurimanzutto, Nova York; “Histórias LGBTQIA+” (2024), curadoria de Adriano Pedrosa e Julia-Bryan Wilson, Museu de Arte de São Paulo, São Paulo; “Ancestral: As Afro-Américas”, curadoria de Lauren Haynes e Ana Beatriz Almeida, MAB-FAAP, São Paulo (2024); Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e São Paulo (2025); “Dos Brasis” (2024), SESC Belenzinho, São Paulo; “Ensaios para o Museu das Origens” (2023), Instituto Itaú Cultural, São Paulo; “Video-muro” (2023), Isla Flotante, Buenos Aires; “Histórias Brasileiras” (2022), Museu de Arte de São Paulo, São Paulo; “Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros”(2023) , Museu de Arte do Rio, SESC São José do Rio Preto, SESC Sorocaba, Instituto Moreira Salles; “Imagens que não se conformam” (2020), Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, entre outros.
Participou das residências artísticas La Becque Résidence d’artistes (2025), Suíça; AZB (2023), ProHelvetia Stipend, Zurique; Pivô Satélite (2021), São Paulo; Capacete + Museu de Arte Moderna (2020), Rio de Janeiro. Seu trabalho integra coleções de importantes instituições artísticas, como o MASP – Museu de Arte de São Paulo, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; MAR – Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil, e El Espacio 23, Miami, EUA.
ler mais >

